segunda-feira, 30 de maio de 2011

PDT/MG SOLICITA ERRATA EM MATÉRIA DO ESTADO DE MINAS

Nota à Imprensa - 26/05/2011
PDT/MG SOLICITA ERRATA EM MATÉRIA DO ESTADO DE MINAS

O presidente do PDT de Minas Gerais, Mário Heringer, enviou por meio da Assessoria de Imprensa do Partido, nota à redação do Estado de Minas no dia 26/5 pedindo que o jornal corrija a informação incorreta de que dois políticos citados na matéria de capa entitulada “Ficha suja trabalha como assessor do Governador de Minas” pertencem aos quadros do PDT-MG. A repórter Alessandra Mello, autora da reportagem, se prontificou a corrigir a notícia na edição do dia seguinte (27/5). Conheça a nota na integra: 

NOTA AO JORNAL ESTADO DE MINAS


O PDT de Minas Gerais vem a público fazer algumas correções quanto à reportagem entitulada “Ficha suja trabalha como assessor do Governador de Minas”, publicada na primeira página do Jornal Estado de Minas, na edição desta quinta-feira (26/5).
Na referida matéria, a repórter Alessandra Mello citou que os ex-prefeitos de Ouro Preto José Leandro Filho e Marisa Xavier são do PDT/MG. Os dois políticos não pertenceram mais aos quadros do PDT/MG, legenda da qual se desligaram ao se tornarem alvos de investigações no Conselho de Ética do partido.

DETALHAMENTO
José Leandro Filho sofreu processo no Conselho de Ética do PDT, proposto pelo Deputado Alencar da Silveira Junior em 2007. Naquele ano, José Leandro Filho resolveu mudar de partido tendo, inclusive, disputado pelo DEM as eleições em 2008 para prefeito de Ouro Preto.
Marisa Xavier sofreu processo no Conselho de Ética do PDT em 2005 e, antes da conclusão das investigações, pediu seu desligamento do partido. Além disso, renunciou ao mandato de prefeita de Ouro Preto para evitar sua iminente cassação.

PDT/MG E O PROJETO FICHA LIMPA EM MINAS
Por fim, resta lembrar que a iniciativa do PROJETO FICHA LIMPA no âmbito do Estado de Minas Gerais foi do Deputado Estadual Alencar da Silveira Junior, integrante do PDT/MG.
           
Mário Heringer
Presidente PDT - Minas Gerais

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Convite para o Seminário Latino-Americano “Saúde, Democracia, Mulher e Poder”.

AÇÃO DA MULHER TRABALHISTA - PDT/MG

CONVITE

               A Direção Estadual da Ação da Mulher Trabalhista, do PDT Mineiro, (AMT/PDT-MG), por sua Presidenta Sírley Soalheiro, convida para o Seminário Latino-Americano “Saúde, Democracia, Mulher e Poder”.
                   O evento acontecerá na Câmara dos Vereadores de BH (Plenário Aminthas de Barros), no dia 28 de maio de 2011,Sábado.
8h café da manhã            8h30 Credenciamento
9h Abertura            fala das Autoridades Presentes


De:
Sirley Soalheiro 





Cara(o)  Companheira (o),


Com os nossos cumprimentos, encaminhamos convite para Seminário Latino-Americano "Saúde, Democracia, Mulher e Poder".
Será de grande importância a sua presença.



Atenciosamente,



Denise Gabriela 
Secretária de Comunicação AMT/ MG
(31) 3213-2164/ (31) 8851-6963





Seminário da latino-americano - AMT Photobucket
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quarta-feira, 25 de maio de 2011

PDT DE MINAS EXPÕE CLIMA DE RENOVAÇÃO EM REUNIÃO COM O MINISTRO LUPI

Visita do Ministro Lupi - 16/05/2011
PDT DE MINAS EXPÕE CLIMA DE RENOVAÇÃO
EM REUNIÃO COM O MINISTRO LUPI
O Ministro do Trabalho e Emprego Carlos Lupi, também presidente licenciado do PDT Nacional, encerrou sua extensa agenda da visita a Minas Gerais na segunda (16/5) em reunião, que presidiu ao lado do presidente estadual do PDT Mário Heringer, com a Executiva do partido, deputados federais, deputados estaduais e vereadores de Belo Horizonte. No encontro, realizado no Edifício Tiradentes – Anexo da ALMG, o ministro Lupi fez uma avaliação bastante positiva da gestão de Mário Heringer no partido e lembrou que a missão agora é dar continuidade na organização do PDT, fora de ano eleitoral, visando o crescimento nas Eleições Municipais de 2012.
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Na avaliação do ministro Carlos Lupi, o PDT de Minas está mais maduro. “As divergências ainda  existem como em qualquer partido, mas o PDT mudou o ambiente sob essa nova gestão. E é nesse ambiente que encontramos o crescimento.” O ministro acredita que a eleição é muito da capacidade que a gente tem de conhecer e recomendou que deputados, prefeitos, vereadores e militantes se mobilizem ainda mais em defesa do partido.

O presidente estadual do PDT, Mário Heringer, disse que está trabalhando de maneira objetiva pelo crescimento do partido em Minas. “Já marcamos inclusive para o dia 2 de julho uma primeira reunião de Gestão Partidária do PDT-MG na qual passaremos para os prefeitos, vereadores, presidentes de comissões provisórias ou diretórios e aos pré-candidatos de 2012 noções de administração partidário em nível municipal. Além disso, estamos tomando outras providências, inclusive nos campos administrativo e político, com ajuda dos deputados Ademir Camilo e Tenente Lúcio,” explicou. 





Em sua fala, o deputado estadual Sargento Rodrigues afirmou que a presença de Mário Heringer na direção estadual do PDT deu uma oxigenada no partido em Minas. “Temos  tendência de errar menos de agora em diante e estou confiante no crescimento do PDT nas eleições municipais. Quero dizer, também, que estou muito feliz com a criação da Secretaria de Trabalho e Emprego de Minas que tem com secretário o companheiro Carlos Pimenta.”

A presidente da Associação da Mulher Trabalhista do PDT/MG, Sirley Soalheiro, agradeceu ao ministro Lupi pela visita e pelo apoio dado às mulheres no PDT. “Nós acabamos de participar, em Brasília, do Seminário Mulheres e Reforma Política e o partido teve a segunda maior delegação. Nós defendemos a lista de alternância de gênero e o financiamento público de campanha, entre outras bandeiras. Mas aproveito para pedir ao ministro um apoio ainda maior do que ele já nos oferece. É que precisamos capacitar as mulheres para que sejam candidatas no PDT. Isso é fundamental para garantirmos a participação mais efetiva de mulheres nas eleições” finalizou.





A reunião contou com representantes da AMT de Belo Horizonte, Juventude Socialista do PDT, do Movimento Negro do PDT Municipal de Belo Horizonte, que se empenham em dialogar com os movimentos sociais. Na reunião com a executiva do PDT-MG, desta vez, marcaram presença os deputados federais Zé Silva e Ademir Camilo; os deputados estaduais Luis Carlos Miranda, Tenente Lúcio e Sargento Rodrigues; o secretário de Estado Extraordinário de Regularização Fundiária, Manoel Costa e o secretário de Trabalho e Emprego de Minas, Carlos Pimenta e o vereador de BH, Bruno Miranda.

No encerramento, o representante do diretório municipal do PDT de Belo Horizonte, Marcos Tito, salientou que a reunião foi de fundamental importância para o partido e defendeu que Minas precisa ter mais ministros de Estado. Espirituoso, o ministro Lupi disse que Minas não precisa porque já temos a presidenta Dilma Rousseff, que é mineira. Lupi aproveitou para finalizar o encontro dizendo que vê Minas com eixo principal do projeto do partido. “Só é preciso entender que trata-se de um projeto e médio e longo prazo. Nossa luta não é para glorificar ninguém. A nossa missão é organizar o partido para a futura geração”, revelou.
VISITA DO MINISTRO

O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, iniciou sua visita a Minas na segunda (16) participando de uma reunião interna na Superintendência do Ministério do Trabalho e Emprego. Depois, participou de almoço com empresários na FIEMG (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais). Na parte da tarde, foi recebido em audiências pelo prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda (PSB), e pelo governador Antonio Augusto Anastásia (PSDB).
Em todos os compromissos oficiais, Lupi foi acompanhado pelo presidente estadual do PDT, Mário Heringer, e parlamentares do partido.


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quarta-feira, 27 de abril de 2011

Trabalhismo - Por Leonardo Zumpichiatti -

Trabalhismo - Por Leonardo Zumpichiatti


(Do site do PDT)

Para entender o Trabalhismo, é importante compreender que o Estado surgiu da necessidade do homem em organizar o trabalho para o bem coletivo. Entretanto, a história e a antropologia nos relatam que essa instituição foi tomada por uma minoria que se apropriou do poder para obter vantagens pessoais. Decorre então o crescimento dessas sociedades até a formação de reinos e impérios, chegando à Revolução Francesa e à Revolução Industrial, marcos da organização do Estado Moderno e da produção de bens para a sociedade.

Consolida-se então um Estado e um modo de produção dominados por uma elite, numa relação social em que há exploradores, detentores dos meios de produção, e explorados, possuidores apenas de mão de obra para sobreviverem.
Nesse momento da história, se apresenta o Trabalhismo enquanto alternativa aos explorados. Se toda produção é realizada por intermédio do trabalho, por que então o trabalhador fica com a ínfima parte da riqueza gerada?
Entretanto, o Trabalhismo brasileiro avançou nessa discussão capital x trabalho com a compreensão de que ela também se reproduz no contexto internacional, no qual países desenvolvidos, detentores de capital e tecnologia, importam matérias-primas e vendem produtos com valor agregado, gerando pobreza ao resto do mundo.
O PDT (tal como o antigo PTB) entende e demonstra que a prática do Trabalhismo se dá na regulação e ampliação dos direitos dos trabalhadores e na educação como fator de desenvolvimento e superação da exploração internacional. Portanto, nosso Trabalhismo se atém à geração e distribuição da riqueza como elemento fundamental de sua teoria.
Na economia – Os trabalhistas trazem para o campo da economia sua doutrina enquanto prática, pois é a política que determina as relações econômicas, sobretudo por estarem calcadas na propriedade e na concentração de renda.
A Escola Clássica afirma que os Fatores de Produção resumem-se em três: terra, trabalho e capital, sendo que atualmente é considerado o fator tecnologia dentre estes.
Dessa forma, a bandeira da Reforma Agrária enquadra-se numa economia trabalhista, pois a desconcentração de terras democratiza o acesso à renda e à produção de alimentos para dar saúde e força à nação. O segundo fator, o trabalho, é motor da distribuição justa de renda e formação de um mercado consumidor que fortaleça a economia.
Quanto ao capital, é importante ressaltar que na economia ele não se resume à moeda, mas a toda propriedade que reproduza o capital. Numa economia trabalhista, destacamos o papel das finanças e das matérias-primas. Nesta, a nacionalização do subsolo no governo Vargas demonstra a preocupação em assegurar para o povo sua riqueza herdada, além da defesa de uma exploração consciente e sustentável. Quanto às finanças, o rentismo e a usura são duramente condenados, os quais inclusive foram o motivo de deposição do presidente Jango. Numa visão trabalhista, as finanças são necessárias para sustentar o crescimento econômico, levando crédito para os que desejam produzir.
Por fim, a tecnologia é fundamental numa economia moderna, mas para tanto necessita de cérebros bem preparados. Eis então a bandeira mais destacada do PDT: a educação.
Além do fortalecimento do potencial econômico brasileiro, não podemos nos esquecer das "Perdas Internacionais", termo cunhado por Brizola que sintetiza a espoliação sofrida pelo País por intermédio da venda de matérias-primas in natura, a remessa de lucros das multinacionais e o pagamento de juros, dividendos e royalties ao exterior. Portanto, uma economia nos moldes do trabalhismo preconiza um Estado fortalecido e altamente democratizado para gerir as riquezas da Nação.


Situação brasileira

Por Antônio de Pádua

De 1500 a 1808, o Brasil foi tão-somente uma terra sujeita a uma dura ocupação militar portuguesa, onde tudo era proibido. Era proibida, por exemplo, a fabricação de aguardente, de vinho de mel, de sabão, de chapéus e algodões, a cultura de arroz, a produção de sal, a abertura de escolas, manufaturas em geral, além da circulação de correspondência fechada e de impressos, inclusive jornais.

Com a chegada de D. João VI, é que passou o Brasil a possuir status com alguma autonomia e a criar instituições públicas próprias. Com a independência, primeiro a monarquia e depois a república, o País iniciou seu desenvolvimento contínuo, sem, contudo, mudar seus alicerces sociais com a profundidade desejável.
A partir de novembro de 1930, com a posse do Governo Provisório da Revolução de 30, essa era a denominação oficial do governo instalado a 3 de novembro de 1930, resultante do movimento armado iniciado em 3 de outubro daquele ano, realmente, houve profundas transformações estruturais nas relações sociais, nas normas políticas, na economia e nas finanças do País, constituindo-se na primeira, e única até aqui, revolução brasileira.
Como a revolução, sempre, traz consigo a contrarrevolução, a nossa não poderia ser exceção: já com menos de dois anos, explodiu a primeira insurreição armada como contrarrevolução de 30 (a denominada Revolução Legalista de São Paulo); seguindo-se a ela inúmeras ações contrarrevolucionárias com golpes civis e militares, além de grande ação política, como a que há pouco tempo nos estarreceu presenciando a proclamação pública de um presidente da República de que "acha-se finda a era Vargas".
Inicialmente, o Programa da Revolução de 30 e posteriormente o enorme conjunto de leis, atos e instituições criadas durante o Governo de Getúlio Vargas até 1945 construíram uma nova mentalidade econômico-político-social que encontrou na cultura e na excepcional inteligência de Alberto Pasqualini a formulação de princípios e métodos que vieram a se constituir no Trabalhismo brasileiro.
O Trabalhismo brasileiro, hoje, acha-se perfeitamente definido no manifesto e no programa de lançamento do Partido Democrático Trabalhista – PDT, elaborados à vista da Carta-Testamento de Getúlio Vargas (24.08.1954) e da Carta de Lisboa (17.06.1979), complementados pela Carta de Mendes (23.01.1983).
A condição básica do Trabalhismo é a propriedade seletiva (pública e privada) dos meios de produção, tendo como elemento fundamental o trabalhador e como objetivo final a satisfação das necessidades sociais.

Note-se que o trabalhador, isto é, a pessoa humana, é o principal e não o capital ou o lucro. Esta é a mentalidade que diferencia o trabalhismo. É evidente que o capital é muito importante, mas mais do que ele é a pessoa que executa o trabalho, pois sem ela de nada adiantaria o capital.
Esta é a razão pela qual o Trabalhismo foi e é radicalmente contra o chamado neoliberalismo, instituído pelo denominado Acordo de Washington, que estabeleceu normas rígidas para privilegiar os resultados financeiros em detrimento, principalmente, do desenvolvimento das nações emergentes e subdesenvolvidas, provocando, além do desemprego de milhões de trabalhadores, um atraso de pelo menos 10 anos e, como não poderia deixar de ser, propiciou uma monumental e deslavada especulação criminosa a partir das Bolsas de Valores, estendendo-se pelas grandes organizações financeiras mundiais, prioritariamente, norte-americanas.

Aliás, foi em consequência de manobras especulativas que acabaram vindo à luz as fraudes e golpes financeiros que estão lesando milhões de aplicadores e clientes daquelas instituições.
Pasqualini ensina: "O poder aquisitivo deve ser a contrapartida do trabalho socialmente útil. Esse trabalho é o único e verdadeiro lastro da moeda. A posse de poder aquisitivo que não derive dessa forma de trabalho representa uma apropriação injusta do trabalho alheio e se caracteriza como usura social.

O objetivo fundamental do Trabalhismo deve ser a eliminação crescente da usura social e alcançar uma tal organização da sociedade em que todos possam realizar um trabalho socialmente útil de acordo com suas tendências e aptidões."
PDT socialista – O PDT é um partido socialista? Getúlio Vargas, discursando em Porto Alegre/RS, em 09.09.1950, declarou: "A ação trabalhista poderá ser a meia-estação entre o capitalismo e o socialismo." 

A Carta de Mendes (23.01.1983) afirma: "O PDT é um partido socialista." Visto que o socialismo é uma posição limite, isto significa que o PDT, por toda sua ação, sempre, dele se aproximará mais e mais. Assim, aquele que se definir como Trabalhista será, necessariamente, um idealista e o seu ideal é o socialismo.
 
Diante da atual crise econômica mundial, o que resta como solução é exatamente aquilo que o Trabalhismo prega: "Concepção político-econômica em que o trabalho se sobrepõe ao capital.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

‘DEM é de direita e espero que assuma sua posição’ (Do Blog do Josias de Souza)


Comentário do Painel do Paim: A matéria de hoje no Blog do Josias, com o título acima, reproduzida abaixo, está em plena consonância com o que escrevemos em 31 de março e que se encontra no "Blog de Lambari" e, em "Edson Nogueira Paim escreve", cujo inteiro teor é o seguinte:

 

"Política & Ideologia


Os partidos ideológicos existem. Mas políticos espertalhões se filiam a eles como trampolim para conquistar mandatos e atender seus próprios interesses. Desta maneira descaracterizam as siglas.

Na verdade, isto ocorre porque o eleitor é, em sua maioria, despolitizado e diz "eu voto nas pessoas e não nos partidos".

Compete aos partidos e os polítocos a tarefa de conscientizar os eleitores de que os partidos são diferentes e defendem propostas diferentes.

Os partidos devem banir dos seus quadros aqueles que nada tem a ver com os seus princípios, suas idéias, suas propostas.

Até 1964 um eleitor dizia: Eu sou da UDN.

Outro afirmava: Voto nos candidatos do PSD.

Os do PTB de então (nada haver com atual PTB) eram incisivos: Não voto nos candidatos dos outros partidos, a menos que estejam coligados com o meu PTB (este substituído pelo PDT).

A despolitizaçao do eleitorado ocorreu devido o grande hiato provocado pela ditadura (que a Folha de São Paulo qualificou de ditabranda).

A qualidade dos políticos eleitos dependem da conscientização do eleitorado.

Desde a redemocratização até agora, ainda não foi possível repolitizar o cidadão.

Por isto, o país, os Estados e os Municípios sofrem as consequências.

Todo cidadão consciente deve contribuir para mudar este "estado de coisas".

Façamos a nossa parte!

(Edson Nogueira Paim Escreveu)"
Eis a matéria acima referida:
 

Divulgação
Presidente do DEM no Paraná, o deputado federal Abelardo Lupion enxerga uma oportunidade na liposaspiração que faz muchar sua legenda.
Afirma que, assim como ele, os políticos que optaram por permanecer no DEM são, em sua maioria, “de direita”.
Avalia que a agremiação tem diante de si a chance de parar de fingir que é de centro, assumindo sua verdadeira identidade:
“O DEM é um partido de direita e espero que assuma sua posição. A minha já foi assumida. Sou de direita e isso não é pecado”.
Defende que a tribo ‘demo’ pegue em lanças por suas ideias. Coisas como a defesa da propriedade privada, Estado mínimo e menos impostos.
“Gosto do libealismo”, posiciona-se Lupion. “Nós precisamos assumir nossas teses. Aqueles que não acreditam nisso não podem ficar no DEM”.
Para Lupion, os políticos brasileiros “não sabem o que significa ideologia”. Ele divide a fauna assim:
“A pessoa de centro no Brasil não tem posição. E 90% dos caras que se dizem de esquerda só querem estar na moda”.
Lupion tacha de “oportunista” o PSD do ‘ex-demo’ Gilberto Kassab. Insinua que o prefeito de São Paulo e seus seguidores buscam um lugar à sombra dos cofres federais:
“Ele está jogando para ir para a situação. Eles vão ser base do governo federal. Mas nós, do DEM, não fomos eleitos para sermos situação”.
Acha que “o eleitor não vai entender” a migração. Por quê? “Aqueles que estão saindo deixam para trás um compromisso com as urnas”.
“Oposição é tão importante quanto situação. Nós precisamos fiscalizar, debater, coibir impostos. O nosso papel é relevante”, Lupion acrescenta.
Imagina que, endireitando-se, o DEM vai dialogar com “20% da população” brasileira. Gente como “profissionais liberais, empresários e produtores rurais”.
Dá de ombros para o emagrecimento: “Vamos perder nove deputados federais e uma senadora. Vamos continuar com 37 deputados federais...”
“...[...] Vão dizer que nós somos pequenos. Mas nós somos o quinto maior partido do Brasil hoje...”
“...Vamos continuar lutando pelos nossos espaços, sendo críticos, fiscalizadores. Esse é um reflexo de oito anos de oposição e mais quatro ainda pela frente...”
“...Muita gente que não sabe viver sem mamar nas tetas do governo sucumbe”.
As declarações de Lupion devem lhe render ataques da patrulha. No Brasil, como se sabe, ninguém costuma ser de direita.
Melhor enfrentar a patrulha, porém, do que realimentar a picaretagem ideológica. 
Como diz o deputado, “o DEM é de direita”. Convém assumir.
Escrito por Josias de Souza às 18h41

terça-feira, 19 de abril de 2011

Aniversário de Getúlio Vargas lembrado na Câmara de São Borja


Na terça-feira, 19 de abril, a partir das 10h30min, a Câmara Municipal de Vereadores realizará sessão solene em homenagem ao aniversário do Presidente Getúlio Vargas. Na solenidade, além de autoridades municipais também estarão políticos estaduais e federais que virão a São Borja prestigiar o evento e homenagear o Presidente. Alceu Nicola, atual proprietário da Fazendo Itú, que pertenceu a Getúlio Vargas, palestrará sobre a vida do político que marcou a história do País.
Nascido em São Borja, Getúlio Dornelles Vargas foi o presidente que mais tempo governou o Brasil, durante dois mandatos. Vargas foi presidente do Brasil entre os anos de 1930 a 1945 e de 1951 a 1954. Entre 1937 e 1945 instalou a fase de ditadura, o chamado Estado Novo.
Getúlio Vargas assumiu o poder em 1930, após comandar a Revolução de 1930, que derrubou o governo de Washington Luís. Seus quinze anos de governo seguintes, caracterizaram-se pelo nacionalismo e populismo. Sob seu governo foi promulgada a Constituição de 1934.
Entre as realizações do Presidente, destacam-se a criação da Justiça do Trabalho, a instituição do salário mínimo, a Consolidação das Leis do Trabalho, também conhecida por CLT. Os direitos trabalhistas também são frutos de seu governo: carteira profissional, semana de trabalho de 48 horas e as férias remuneradas.
Getúlio Vargas investiu muito na área de infraestrutura, criando a Companhia Siderúrgica Nacional (1940), a Vale do Rio Doce (1942), e a Hidrelétrica do Vale do São Francisco (1945). Em 1938, criou o IBGE ( Instituto brasileiro de Geografia e estatística). Saiu do governo em 1945, após um golpe militar.
Em 1950, Vargas voltou ao poder através de eleições democráticas. Neste governo continuou com uma política nacionalista. Criou a campanha do " Petróleo é Nosso" que resultaria na criação da Petrobrás.
Em agosto de 1954, Vargas suicidou-se no Palácio do Catete com um tiro no peito. Deixou uma carta testamento com uma frase que entrou para a história : "Deixo a vida para entrar na História."
O Presidente da Câmara de Vereadores, Celso Lopes (PDT) falou sobre a importância da sessão que lembra o aniversário de Getúlio Vargas e afirmou que “é muito importante reverenciar a memória desse que foi um dos mais importantes políticos brasileiros e São Borja, como sua cidade natal, deve homenagear e lembrar os atos realizados pelo seu filho ilustre”.



(Do Portal do PDT - Trabalhismo de Verdade)

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Ney Ortiz, 47 anos depois do golpe: "Jango ia mudar o Brasil" (por Osvaldo Maneschy)

MAPI organiza debate sobre o 47° aniversário do golpe militar de 1964



 
“Não me arrependo de nada do que fiz e se tivesse que fazer tudo de novo pelo Brasil e pelo Presidente João Goulart, eu faria”, afirmou o ex-deputado gaúcho Ney Ortiz Borges, 87 anos, vice-líder do Governo João Goulart no Congresso Nacional, cassado e perseguido pelo golpe militar de 1964, em palestra nesta sexta-feira (31/3) na sede nacional da Fundação Leonel Brizola – Alberto Pasqualini, no Centro do Rio, promovida pelo Movimento de Aposentados, Pensionistas e Idosos do PDT (MAPI).  (Ney Ortiz (D) com Christopher Goulart (E), neto de Jango)
“Jango queria transformar as estruturas sociais do Brasil com as reformas de base, objetivo que perseguiu de todas as maneiras”, relatou Ortiz Borges, acrescentando que, a pedido dele,  viajou por todo o país -  pregando essas reformas.  Sobre o período conturbado disse ainda que se não tivesse ocorrido o golpe, hoje o Brasil já seria a maior potência do planeta.  “O golpe de 64 destruiu aquele projeto fantástico”, frisou.
HERANÇA
Emocionado, Ney Ortiz Borges passou às mãos de Maria José Latgé, presidente do MAPI, cópia de documento que lhe foi entregue pessoalmente, em 1964, pelo Presidente João Goulart, contendo uma síntese de 12 páginas do projeto das Reformas de Base, muito maior e extenso. Explicou que para ele é fundamental que “o projeto que pretendia passar o Brasil a limpo” seja conhecido pelas novas gerações. “Infelizmente não tivemos a alegria de implantá-las para melhorar a vida das pessoas porque veio o golpe, mas as reformas de base são atualíssimas e não podemos esquecê-las”, destacou.
Citou como exemplo a reforma agrária. “Jango, no Comício da Central, chegou a anunciar que desapropriara  as áreas contíguas às rodovias federais, dos dois lados, para assentar nelas trabalhadores rurais sem terra”, lembrou.
Ortiz Borges relatou que em 2001, a pedido do então presidente do PDT gaúcho, Matheus Schmidt, falecido ano passado, fez um levantamento de todas as realizações do Governo João Goulart.
Citou entre elas a criação da Eletrobrás, da Embratel; das usinas siderúrgicas Usiminas, Cosipa e Ferro e Aço de Vitória – que na sua opinião revolucionaram o setor; a criação das aposentadorias especiais para celetistas; a promulgação da Lei do 13° salário; o aperfeiçoamento da Lei da Remessa de Lucros; o fortalecimento da aplicação das Leis Trabalhistas de  Getúlio; e a mobilização nacional pelas reformas de base: a agrária, a urbana, a educacional, a fiscal, a bancária e a administrativa.  “O Governo de João Goulart caiu por causa disso”, garantiu.
Signatário da Carta de Lisboa de 1979, Ney Ortiz Borges participou do movimento para reorganizar PTB e depois o PDT, quando o TSE tirou a sigla de Brizola e a entregou a Yvete Vargas.  Ortiz Borges também passou às mãos de Maria José Latgé um papel amarelado pelo tempo contendo a lista dos componentes originais da 114ª. Zona Eleitoral de Porto Alegre, que organizou e presidiu a partir de 1981, que tinha na 11ª. posição, entre os fundadores, Dilma Roussef - atual presidente do Brasil.
Além do ex-parlamentar, o ato organizado pelo MAPI para recordar as lições que ficaram após os 47 anos do golpe militar, também contou com depoimentos de Trajano Ribeiro, primeiro palestrante;  Eduardo Chuahy, Capitão do Exército e oficial de Gabinete de Jango, na época; Eduardo Costa, ex-secretário de Saúde de Brizola, e líder da UNE em 1964; Leonel Brizola Neto, Vereador no Rio de Janeiro e o jornalista e escritor José Augusto Ribeiro, além do Vereador Jorge Mariola, de São Gonçalo, e do presidente da Fundação Leonel Brizola – Alberto Pasqualini, seção Rio de janeiro .
Trajano Ribeiro, também signatário da Carta de Lisboa, como Ney Ortiz, fez um relato sobre os antecedentes e a movimentação política que levou a deflagração do golpe militar de 64, do ponto de vista histórico, e as suas conseqüências  e implicações – detendo-se na trajetória política de João Goulart, o herdeiro político de Getúlio Vargas, do início de sua carreira política até ser deposto e, posteriormente, ser vítima da Operação Condor segundo relato de um agente da repressão preso no Uruguai.  Segundo Trajano, Jango foi morto por ordem da CIA.
No episódio da morte de Jango, Eduardo Costa pediu a palavra e lembrou que João Vicente Goulart, que não pode acompanhar o sepultamento do pai em São Borja, por estar no exterior; uma semana depois, em Porto Alegre, quase foi vítima da repressão ao final da missa de 7° dia do pai, quando cavalarianos da Brigada Militar receberam ordens de dissolver a multidão que saía da missa e João Vicente, na época ainda criança, quase foi atropelado pelos cavalos.
João Vicente Goulart foi o grande ausente da reunião, por não ter tido condições de se deslocar de Brasília, onde vive atualmente, para o Rio de Janeiro.
O Vereador Leonel Brizola Neto (PDT), outro orador,  fez questão de assinalar que ouvindo Ney, Trajano Ribeiro,  Eduardo Costa e Chuahy sentia a importância e o peso histórico da legenda do PDT.  “Sinto-me honrado de estar aqui, participando de tudo isto, ouvindo essas pessoas darem os seus depoimentos e lamento que não tenha aqui ninguém da direção nacional. Acho que precisamos discutir os rumos do PDT porque precisamos, mais do que nunca, retomar o fio da História”, disse.
Leonel Brizola Neto disse que não poderia deixar de lembrar, naquela reunião, a história de seu outro avô, Carlos Daudt, pai de sua mãe Nereida, oficial da Força Aérea Brasileira que, servindo na base aérea de Canoas, no episódio da Legalidade, não atendeu à ordem dos golpistas de bombardear o Palácio Piratini, onde estava Brizola e por isso foi perseguido.
 “Meu avô, por sua atitude patriótica em 61, foi preso e torturado em 1964 e proibido de fazer o que mais gostava na vida, voar”. Brizola Neto lembrou também que o seu avô, de rígida formação militar, acabou morrendo de Alzheimer depois de uma vida dificil.  “Meu avô sofreu muito e lembro que ele nunca conseguiu externar com palavras as torturas que sofreu porque ficava muito emocionado e se calava”, relatou Brizola Neto.
Até por conta do peso histórico das pessoas que militam no PDT, acrescentou o Vereador, o PDT não pode ter lideranças burocráticas e tem que estar permanentemente voltado para as suas bases, a sua história e a sua militância.
“Estou na política por causa dessa história de lutas”, confessou Leonel Brizola Neto.
A reunião, que começou às cinco da tarde, só terminou às nove da noite após vários dos presentes se manifestarem. Entre os presentes estava o ex-deputado Feliciano Araújo, um dos fundadores da Ala Moça do antigo PTB, onde desempenhou o cargo de Secretário Geral, enquanto Ney Ortiz Borges ocupava a presidência.
No debate, entre outros pontos, foram discutidas políticas públicas para as áreas da educação,  de segurança pública e da Juventude. Chuay e Eduardo Costa fizeram relatos sobre as relações do Governo Goulart com os estudantes, repassando episódios ocorridos, falando do peso que as organizações estudantis tinham na época, no âmbito do governo central. A participação do PDT no governo de Sérgio Cabral também foi abordada, como também a questão da Educação em horário integral.
Antes do término da reunião, Maria José Latgé apresentou aos presentes o N° 1 das “Cartilhas Trabalhistas” editadas pelo Mapi, esta sobre o Governo João Goulart, editada pela Nitpress,  com texto do jornalista José Augusto Ribeiro e vendida a R$ 5,00; e anunciou para junho o lançamento da Cartilha ° 2, sobre Leonel Brizola